terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Células: Proclamando Jesus em cada lar

 "Esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que estão diante de mim" Flp 3.13b

  O nosso ministério, hoje, tem se levantado com uma unção de conquista poderosa, arregimentamos um exército de vocacionados que foram aos campos na certeza de que estes já estão brancos. 
   O som da chuva abundante que caiu em nossa terra, fez brotar os primeiros frutos de uma grande jornada de conquistas. Lançamos 10 células, com uma visão estratégica de tomar posse, romper, conquistar e alargar as tendas. Uma visão ja mais vista em toda a história do nosso ministério. O profeta ouviu a voz do Senhor que disse: "Escreve a visão e a torna bem leigível sobre tábuas, para que a possa ler o que correndo passa". 
   De fato escrevemos a visão de conquista, guardamos a palavra e começamos a andar no caminho da excelência, sabendo que o Anjo do Senhor estará sempre em nossa frente abrindo as portas de conquistas. Em nosso meio há um povo que se fortaleceu no Senhor, abraçou o chamado, identificando os alvos de conquistas, indo em direção, voando como águia, a cada vitória anunciada.
   Este é o anúncio apenas do começo, muitas águas ainda virão a cair em nossa terra, precisamos estar preparados, armados e vestido com a armadura de Deus, sabendo que os dias poderão até ser maus, mais crendo que a vitória é certa e não tardará. Se tropeçarmos em alguma coisa, nos levantaremos e continuaremos de pé. Uma célula é um lugar de comunhão, edificação, adoração e conquistas. Então vejo em nossa cidade, homens e mulheres intusiasmados com o grande impacto produzido pela palavra de Deus que está sendo proclamada em cada célula.
   O apóstolo Paulo disse: "Esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que estão diante de mim". Assim, também seremos nós, tirando do passado as lições certas e os princípios do reino, avançaremos esquecendo daquilo que um dia fomos e vislumbrando o que seremos. Uma igreja, uma noiva apaixonda, uma casa de profetas, lugar de adoradores.
 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A ovelha que despedaça o leão


 "Assim feria o teu servo o leão como também o urso"   ISm; 17.36a


   Quantos já viram ou presenciaram uma simples ovelha matar um leão? Parece até uma ficção, estória irreal. Mas quando observamos a trajetória de um dos maiores líderes de toda a história dos reis da humanidade, chamado Davi, homem simples e pastor de ovelhas, que carregava na sua personalidade as características de uma ovelha, e no seu caráter uma força surpreendente que rompia todos os limites estabelecidos. Identidade da ovelha que despedaça o leão, o urso, o gigante, e todos os obstáculos à sua frente.  
    O livro de I Samuel descreve uma narrativa incrível, quando no diálogo com o rei Saul um simples servo se disponibiliza a derrotar o gigante. Interessante dizer que em nossos desafios, nas lutas que enfrentamos temos uma arma poderosa, que em muitos instantes esquecemos-nos de utilizá-la, talvez seja este o motivo de muitos homens e mulheres estarem perdendo as batalhas, se deixando abater pelo fracasso. Esta arma poderosa é a palavra, e ovelha que é ovelha derrota os seus adversários pela palavra.
    Davi se apropriou da palavra, e disse ao rei: “não desfaleça o coração de ninguém por causa dele, teu servo irá e pelejará contra este filisteu” (Ism 17.32), era como se Davi estivesse dizendo não se preocupe o gigante vai cair, eu sei, vamos sair vencedores. A apropriação de Davi em relação à palavra garantiu a sua vitória. Durante esses dias prendi que não são exércitos que mudam, nem riquezas que transformam, mas a palavra, esta é que transforma, renova, muda.
    Outro princípio importante que temos que destacar dentro desta história é a confiança de ovelha, Davi tinha uma convicção profunda que seria mais que vencedor, uma confiança que se originou dentro de suas experiências, e uma delas foi quando ele derrotou o leão.  Quando enfrentarmos lutas ou travarmos batalhas aquilo que vivemos e tudo o que sentimos não podem ser desconsiderados. Precisamos olhar para o problema arregaçar as mangas e dizer problema ai vai um mais que vencedor, a minha história diz isto.  A história de um vencedor se constrói nas lutas que enfrentamos. O gigante cairá não pela habilidade que temos, mas, pela palavra liberada, a palavra de vitória. “Deus não zela apenas pela sua palavra, mas, também, pelas tuas palavras”.
    A ovelha que despedaça o leão se transforma no soldado que venceu o gigante, e o soldado que derruba o gigante é o discípulo que vence as tempestades. A ovelha que rompe com os desafios, que conhece a força do seu pastor (sl 23) Davi, despedaçou o leão, matou o urso, derrubou os gigantes porque conhecia o seu pastor, o bom pastor que dá a sua vida em favor de suas ovelhas. A confiança da ovelha está na força do seu pastor, e o nosso pastor é especialista em transformar o impossível.
    Quando algo porventura se perder, ou for roubado, por aquele que ruge como o leão, o diabo, o nosso pastor que é da linhagem de Davi, virá com sua fortaleza e resgatará tudo. Como a ovelha resgatada da boca do leão.  Seja qual for a situação, o problema que se levantar contra nós, é necessário entender somos ovelhas que despedaça os leões, homens que vencem os obstáculos.
 Davi disse: “assim feria o teu servo o leão como o urso; assim será este filisteu como um deles; porquanto afrontou os exércitos do Deus vivo”.  (VS.36) A declaração de Davi é impressionante, ele olha para o desafio não pelo tamanho, ou pelo grau de dificuldade, ele olha e já enxerga a vitória. Precisamos agir desta forma, não olhando para o tamanho dos problemas, mais, sim para o mover da vitória. Não decidindo que estratégias, ou de que forma vamos agir, e, sim, confiantes pelo poder da palavra.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O verbo que transforma o desejo


" Deleita-te, também no Senhor e Ele concederá o que desejas o teu coração"  Salmos 37.4
   Quando pensamos sobre nossos sonhos, desejos e planos, quase nunca refletimos sobre os caminhos que precisamos percorrer para fazer destes ensejos, realidades sobre nossas vidas, e nas vezes em que pensamos na trajetória dos sonhos, logo concluímos; nossa como vai ser difícil, doloroso, longo, e por muitos motivos desistimos, este é o momento quando, talvez o nosso olhar se volta para trás, e por pensar, assim, nossas expectativas de conquistas são frustradas.
    Neste instante da vida, seria bom, penso eu, que todos nós meditássemos sobre os princípios do salmo 37, “na ação que transforma o desejo”, no verbo que nos direciona ao caminho das conquistas. A Palavra diz que “os passos de um homem bom são confirmados pelo Senhor, e ele deleita-se no seu caminho”, O caminho que muitas vezes pensamos estar difícil, pelo fardo pesado, tem o seu chão transformado quando decidimos andar até a segunda milha (Mt. 5;41) o Sonho se torna um fardo pesado quando a necessidade é maior que o desejo de transformá-lo.
   Outro dia disse numa ministração que me sinto tão confiante em Deus, descansando em sua presença, que pareço ter armado “uma rede nas nuvens”, A grande dificuldade em fazer dos nossos sonhos realidades é a maneira como conduzimos os nossos desejos, a forma como olhamos os nossos sonhos. Sonho não é fardo, é a marca, o selo de conquistas geradas por Deus. (ex: José/ Jacó)
   Precisamos aprender a nos deleitar no Senhor, descansar na sombra do altíssimo, deixando que Ele conheça o nosso coração por completo, amando-nos por inteiro, assim, os nossos desejos serão conhecidos pelo PAI, e Ele nos diz “Pedi-me”. O verbo que transforma o desejo do nosso coração em conquistas é a ação de Deus, quando descansamos em sua presença. Jesus disse: “vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados e Eu vos aliviarei”, Ou seja, o Senhor não chamou homens e mulheres para descansarem perto de sua presença, mais sim na sua presença, em intimidade com Ele.
   Deleitar-nos na presença de Deus é deixar com que as escolhas, entre os caminhos que almejamos sejam dirigidas por Ele e para Ele, é fundamentar o nosso ser nos pastos verdejantes (Sl 23), descansar em Deus é confiar totalmente na ação e nas promessas de Deus, vivendo-as como propriedade, e não simplesmente como obrigação, Andar pelo propósito de alcançar, sentir pelo desejo de pertencer, e viver pelo propósito de morrer por Ele.

Então, deleita-te no Senhor!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Entendendo as propriedades da paternidade de Deus

“Quando Israel era menino, eu o amei, e do Egito chamei a meu filho”  Os 11.1

   Quando o profeta Oséias (salvação, libertação) relata a ação de Deus e o seu pleno amor para com seu povo, surge um clímax incessante, que às vezes só enxergamos na relação pai e filho. Dentro deste momento o profeta revela, também, as propriedades do amor de um pai que flui em todos os sentidos em direção ao filho amado.
   O amor do pai a Israel, ainda menino, se revela no deserto, no lugar do conflito, no lugar da provação. Este paradoxo do amor do pai ao filho que brota no deserto frutifica em José (o filho que vem do Egito) raízes de Efraim, nomenclatura usada pelo profeta para definir Israel. José é o homem que nasceu de Jacó, que veio de Isaque filho de Abraão, interessante é que no amor paternal de Abraão a Isaque surge a primeira menção de amor na Bíblia (Gn 22.2). O amor paternal de Deus é o amor de Abraão (Pai de multidões) a Isaque (meu riso), daí podemos perceber os reflexos do amor de Deus o Pai que nos tem como sua alegria.
   O amor que nasceu no deserto nas raízes de Abraão, se consolida em Betel com Jacó e frutifica em José, um ramo frutífero (Gn 49.22). Quando a igreja apresenta Deus como Deus o homem é criatura, mais quando apresentamos Deus como Pai, o homem se torna filho, por isso Jesus apresentou Deus como Pai, ao contrário dos religiosos, revelando, assim, o Dna da aliança, que flui diretamente do Senhor. A imagem e semelhança de Gn 1.26 é a confirmação da identidade que possuímos junto ao Pai.
    Israel representada neste contexto por Efraim é o povo rebelde, filho da dor, da distância (VS.2), mais Deus é o Pai que espera ansiosamente pela volta do Filho (Lc. 15;11-32). Efraim representa os filhos que não conhecem seu PAI, os filhos que carregam o fardo da maldição dos antepassados, embora o seu significado seja fruto em dobro (Gn41.52). Quantas pessoas talvez estejam como Efraim, não frutificando, por causa das influências dos traumas, rejeição, rebeldia, orfandade.
Propriedades da Paternidade de Deus  
1.      O amor incondicional: “Eu o amei” (VS.1a). Aliança que não procura condições para amar, é no amor incondicional do pai que surge a semelhança nas ações do Filho, Jesus disse “EU e o PAI somo um”. O DNA da aliança (Lc; 15.20)
2.      O chamado para adoção: “Do Egito chamei meu filho” (vs1). O reconhecimento de Deus como Pai, ao mesmo tempo em que ELE nos reconhece como filhos (Jo; 1.12) Filhos que nasceram da vontade do pai, e que vivem realmente como filhos. (Jr; 1.5) Antes do teu nascimento já te conhecia e te chamava pelo teu nome.
3.      O ensino para a excelência: “Toda via eu ensinei a andar Efraim” (VS.3). É o caminho da verdade, da lei, o caminho onde o pai instrui o filho, pelas veredas do entendimento. Sl; 119.35 diz: “faze-me andar na verdade dos teus mandamentos/ Sl; 119. 33 “ ensina-me ò senhor o caminho dos teus estatutos”. O ensino do Pai ao filho que precisa conhecer o caminho por onde deseja ir.
4.      O desejo por estar junto: “Atrai-os com cordas de amor” (VS.4). O senhor atrai Efraim para perto de si com cordas humanas, com cordas de amor. A primeira aponta para expressão da força, cordas humanas é a vara do Salmo 23, já a segunda é o cajado, cordas de amor a expressão incondicional do Bom Pastor e eterno PAI. 

Conclusão
    Precisamos viver intensamente a aliança que o Senhor nos proporcionou, o chamado para conhecermos o Pai adiante da nossa realidade, a um passo de nossas almas, os braços do senhor estendidos a ponto de abraçar os filhos que verdadeiramente anseiam pelo PAI, Quando nós reconhecemos o Senhor como Pai, os motivos de fracassos, e as janelas das rejeições são canceladas, Efraim viveu outro momento de glória porque se reconciliou com o Deus e PAI celestial.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

  A disponibilidade para um chamado começa pelo desejo, e o desejo por experimentar mais de Deus precede a rota de excelência ministerial. Em Lc 10.1b diz " e mandou-os adiante de sua face, de dois em dois, a todas as cidades e lugares aonde ele havia de ir".  Os discipulos no instante que o Senhor estava a envia-los ja se sentiam prontos para irem, o coração de muitos naquele lugar ardia pelo simples desejo que fomentava uma sede intensa em levar a essência de Cristo que fluia dentro de cada um.
   Ir adinte a face de Cristo é levar a palavra que transforma, estar em dois em dois é nutrir e consolidar o chamado, e ir a todos os lugares aonde ELE havia de estar é ter a honrra de ser mensageiro do REI. Estes foram alguns objetivos que os discipulos de Jesus cumpriram pelo propósito da excelência ministerial, e estes, também, são alguns dos objetivos desta expedição que vai mover a vida dos que participarem, e transformar a via dos que receberem, tudo em todos, Água viva para todos, transformação para o Sertão!
Participe conosco, Faça a diferença!


terça-feira, 8 de novembro de 2011


  Dias de avivamento estão se anunciando no meio do nosso povo! Os ministros estão em arrependimento, chorando, e a trombeta, o shofar do Senhor ja está confirmando sobre o seio da noiva SANTIDADE, ALIANÇA E OUSADIA! Venha participar conosco deste grande congresso de jovens. Levante esta bandeira corra e anuncie este mover, e grandes coisas o senhor fará na tua vida.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

A visão do profeta e o vale de ossos secos

"E veio sobre mim a mão do Senhor; e o Senhor me levou em espírito, e me pôs no meio de um vale que estava cheio de ossos, E me fez andar ao redor deles e eis que eram mui numerosos sobre a face do vale e estavam sequíssimos." Ez. 37.1-2


  Ao observarmos o texto Ezequiel 37 quando o profeta é levado à dimensão de um vale, talvez surja uma pergunta dentro de nós: o que seria o vale? Qual é a simbologia de um vale? Que situações em nossas vidas realmente se configuram num vale? Biblicamente um vale é representado por lugar de desafios (Is 22.1), instantes de conflitos e de crises (Sl 23.4), lugar de decisão (Jl 3.14), mas, também, é lugar onde Deus se manifesta de forma poderosa (Is 40.4/ Lc 3.5).
  Quando a mão de Deus arrebata o profeta a um lugar talvez desconhecido pelo povo de Israel, numa experiência sobrenatural. Ezequiel recebe algo que nenhum outro homem viveu, algo que mexeu com as estruturas e com a visão do profeta, realidade que neste momento da história ninguém poderia enxergar, perceber e sentir, e olha que Ezequiel  já tinha passado por tantos momentos de dificuldades.
  No vale de ossos secos somente o profeta enxerga vida. Somente ele discerne a intenção de Deus em levá-lo àquele lugar. Às vezes o Senhor escolhe lugares inesperados para nos ensinar a proferir, declarar e viver o milagre de Deus. Quando Deus nos leva a um lugar( vale, deserto, monte) precisamos entender que o lugar é o que menos importa para o agir do Senhor, ELE manifesta sua glória no Deserto (Moisés/ Elias) na caverna (Davi/ Elias), no vale (José/ Ezequiel) só é necessário crer no direcionamento do Senhor.
   Talvez no instante em que Ezequiel se encontrou naquela situação, ele tenha pensado; “Senhor eu só vejo ruína a minha volta; estou rodeado de morte e de fracasso e não vejo aqui nenhum sinal de vida”. Mais Deus sempre nos surpreende, o Senhor queria ir além na vida do profeta, o Senhor diz a ele: “acaso poderia viver estes ossos”? Quando o desafio de Deus é lançado sobre as nossas vidas precisamos fechar os olhos para a insegurança, abrir os ouvidos para o comando do Senhor, sentir o pulsar de Deus sobre nosso coração e declarar a vitória. (Davi fez isso contra o gigante)
  Ezequiel estava no meio de um vale onde as condições eram profundas, como se já tivesse passado décadas e mais décadas que aqueles ossos estivessem ali (Vs. 1), o profeta andava ao redor deles (Vs.2) mergulhado naquela situação, mais mesmo assim, havia algo diferente no coração do profeta. Não foi a imagem dos ossos, da tristeza e do domínio de morte que poderia parar a ação de Deus e a voz do profeta. “Quando a voz do profeta anuncia a ação de Deus milagres acontecem”.
   A visão do profeta e seu diálogo com Deus descrito nos primeiros versos deste profundo texto nos ensinam alguns princípios que nos levarão a mudar o cenário do vale (lugar de crises):

1- O coração do profeta: O coração de Ezequiel não estava abalado pela forte situação que os seus olhos enxergavam, o coração do profeta estava na palavra, no comando de Deus. Quando o Senhor pergunta a Ezequiel se os ossos poderiam voltar a vida, ele responde convictamente e com o coração cheio do conhecimento de Deus “tu o sabes Senhor”. Em muitas situações de crises não conseguimos perceber a ação de Deus porque nossos sentimentos permanecem abalados. “Quem decide viver a crise fecha os olhos para a ação de Deus”. Esta é uma verdade presente na vida de muitos homens e mulheres, de pastores e lideres que quando entram numa crise, parece até ter esquecido do que viveram com Deus. "A frsutração que toma o lugar da motivação consome o que somos em Deus".
 2- A palavra do profeta: “Profetiza filho do homem” a palavra do homem Ezequiel revelava mais do que o desejo do profeta, a palavra declarada trazia a ação de Deus sobre aquele lugar, é como se os céus estivessem decido sobre o vale. O profeta lançou a palavra como Deus tinha liberado ao seu coração (VS.7). Quando nós conhecemos a vontade de Deus, se torna mais claro dentro de nós o que precisamos fazer”. O grande problema em nossas orações é que por muitas vezes estão carregadas de nossos sentimentos, paixões e vontades, enquanto o ideal é conhecermos os planos e a vontade de Deus (Pv 16.3).
3- A visão do profeta: Os olhos do profeta por mais que estivessem contemplando um milagre, o sobrenatural de Deus estava pra acontecer, e a visão de Ezequiel estava respaldada na palavra. Os seus olhos estavam fixos no mover e na ação do sopro (Espírito do Senhor). “eu olhei e eis que vieram nervos sobre eles, cresceu carne e estendeu-se pele sobre eles” (Vs 8). Crer no milagre é manter o olhar fixo na ação de Deus.

Conclusão

   A visão do homem de Deus precisa estar fixada não no lugar da dor, no meio do vale, ou dentro dos reflexos de uma crise, mais sim na dimensão do reino de Deus que se estabelece quando clamamos por ELE, e agimos pelo seu poder que opera em nós. Pensar no mover de Deus sobre nossas vidas, é agir como homem de natureza simples, viver o mover de Deus, é agir como profetas. O vale só permanece sem milagre algum quando não declaramos o poder de Deus.


Eugenio Serlam

sábado, 15 de outubro de 2011

EXEMPLO DE SUPERAÇÃO & FÉ

Chuva no sertão; Sinônimo de bênçãos para um povo


"E vós filhos de sião, regozijai-vos e alegrai-vos no Senhor, vosso Deus, porque ELE vos dará ensinador de justiça e fará descer a chuva, a temporã e a serôdia, no primeiro mês. E as eiras se encherão de trigo, e os lagares tranbordarão de mosto e óleo". Joel 2.23-24

    
  O que seria da terra se não fossem as chuvas que descem dos céus para regar, preparar para o plantio, trazer sustentação às fazendas, gerando, assim, o fruto da terra, o que seria do homem sem as chuvas que molham a terra seca do seu coração? As chuvas iniciaram em nossa terra, já podemos perceber que os brotos (plantinhas) de milagres já começaram a surgir de uma terra que ontem estava seca, aparentando pobreza, escassez, e por muitos instantes até a morte.
  No sertão já se pode ouvir o barulho das águas a correrem pela terra, a tocar em nossos telhados, certeza que gera em nossos corações a convicção de que Deus está derramando sobre o seu povo da chuva temporã que vem no tempo certo a preparar a terra, anunciando, assim, a chuva serôdia que vem tardiamente, as últimas chuvas, movimento que comprova a fidelidade do Senhor. Que as águas de Deus possam alcançar os homens e as mulheres, todo este povo que precisa realmente de milagres. E como diz a canção: “deixa a água descer, deixa a chuva molhar e encharcar esta terra seca”.
  Quando o profeta Joel escreveu sobre a chuva serôdia e a temporã, Judá vivia uma época de devastação, uma grande praga tinha aniquilado toda a vegetação, pastagens, e por causa disso as perdas foram incalculáveis para aquele povo. A fome, escassez e seca pro toda a parte, este era o cenário de Judá, retrato parecido com o sertão. Mais quando o profeta convoca o povo ao arrependimento, ao choro e à humilhação o Senhor houve, e começa a transformar as ruínas em lugares de prosperidade.
  
  Ao cair à chuva temporã e a chuva serôdia sobre Judá tudo seria restituído em justa medida, um novo tempo presente sobre aquele povo, sobre toda uma geração, a produzir tudo aquilo que o povo necessitava “Vos envio trigo, o mosto e o azeite e dele sereis fartos” (Joel 2.19). Produtos gerados pela chuva de Deus.
  Hoje o sertão que era da idolatria, está sendo transformado no lugar da adoração, por isso percebemos o barulho da chuva, o soprar do vento, a direção de Deus em tudo aquilo que fazemos, pedimos ou pensamos. 
  Choramos, pedimos e estamos levando o povo ao arrependimento, esta é a geração que Deus desejou que fizéssemos parte, a geração resposta, filhos da promessa, homens compromissados em lançar as sementes, esperando dos céus o movimento das águas, que caiam, então, dos céus CHUVAS DE BENÇÃOS SOBRE NÓS.


Eugenio Serlam

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Piauí lugar de missões, terra de milagres


Se o meu povo que se chama pelo meu nome se humilhar e orar e me buscar, e se arrepender dos seus pecados e mudar os seus caminhos, EU ouvirei dos céus as suas orações, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra (2Cr 7.14)

  Entre uma terra dividida que vai do litoral ao sertão, beirando o serrado que por sua vez vislumbra as águas do Parnaíba existe um povo que abraçou o apostolado, decidindo fazer missões, proclamando sob os corações de um povo sofrido, o desejo contrito por amar o nosso salvador e Senhor Jesus Cristo.  Piauí terra querida, terra dos evangelistas, dos pregadores descalços, que em meio a todos e percalços, lançam em terra fértil a semente de boas novas.
 O Piauí sem dúvida alguma tem o povo que se chama pelo nome de Deus (Israel), e se consolida por um vento (espírito de vida) que vem dos quatro cantos, anunciando que as chuvas estão para chegar, a temporã e a serôdia pra molhar o solo, pra fazer brotar a erva e se consolidar frutos, missões, um povo e uma NAÇÃO.  A bandeira do evangelho que finca suas estacas nos quatro cantos deste solo tremula sob o impacto do vento que gera fôlego e que muda o vale e que transforma vidas.
  Estamos crendo e percebendo, hoje, pelos lugares que percorremos aqui na nossa região (sertão) que o povo já é contado como multidão. Mais percebemos, também, que em muito desses lugares não há PASTORES, e o aprisco permanece desprotegido e as ovelhas não sabem pra onde ir, não tendo a quem ouvir. Por isso nós clamamos por pastores, evangelistas, missionários e mantenedores que amam esta terra e que desejem viver para o Senhor proclamando MILAGRES nesta terra abençoada chamada PIAUÍ.
  Quando se deseja fazer missões, andar em muitos momentos, a pés descalços, sem bolsa e nem alforje como na missão dos setenta (LC.10) estamos evidenciando um CHAMADO, declarando que somos a escolha (resposta) de Deus para toda uma geração, isso é cumprir o IDE. Então que se levantem os missionários, pastores, profetas, ministros, homens e mulheres de todos os lugares para juntos proclamar o REINO DE DEUS neste lugar.

Exerça o seu chamado, Renove o seu ministério, faça missões!

Eugênio Serlam



segunda-feira, 3 de outubro de 2011

As duas faces do ministério de Elias: O desejo pela vida ou o caminho para a fuga


I Rs 19.1-7
  Quando estudamos o livro dos Reis de Israel observamos a atuação impactante de um dos maiores profetas mencionado na escritura sagrada (Bíblia), este homem era Elias Homem nascido nos entorno de Gileade, numa cidade por nome Tisbé, daí seu reconhecimento  como Elias o tisbita.
   Elias é visto como profeta diferenciado, corajoso, audacioso e temente a Deus. Homem Pela qual o poder de Deus se manifestava de maneira intensa. Elias o profeta que ressuscitou um morto (I Rs 17.21) O homem que quando orava fazia chuva ou fogo descer dos céus (I Rs 17.1/ 18.37-38) Elias profeta que derrotou maravilhosamente os profetas de baal. Grandes marcas de vitórias marcaram o ministério de um profeta que tinha no seu DNA a essência do Deus vivo, mas este mesmo Elias era o homem que fugiu de uma forte e aparente situação de confronto.
   Em muitos instantes de nossas vidas nos assemelhamos ao Elias de alma frágil, quando olharmos para as circunstâncias, as angústias, os fracassos, e as decepções e fugimos, talvez por acharmos que esta é a mais curta das tentativas. Fugir pelo medo de achar que não venceremos, ou que já não há mais em nós a força que outrora ardia em nossos corações. Um profeta de alma frágil é como um homem que vive simplesmente por viver.
   Quando olhamos para o Elias que foge, que sofre a nossa alma se abre para a compreensão do nosso ser, de nossas limitações, de nossas angústias, e de tantas fugas pessoais. Neste instante surge uma pergunta: Quem nunca fugiu de uma determinada situação? Casamentos em ruínas/ traumas de infância/ o fracasso empresarial/ os momentos de humilhação/ a enfermidade que arde no corpo/ a desestruturação familiar/ Quem nunca teve um motivo para fugir? Uma caverna que pudesse abrigar a nossa dor, medo e cansaço? O rei Davi buscou a caverna em quanto era perseguido por Saul (I Sm 22) Jefté depois que foi expulso de sua casa, fugiu e foi fazer aliança com marginais e inimigos do seu povo(Jz 11.3).
   O grande problema no ato de fugir é que a fuga não resolve o problema. O Pr. Wendell de carvalho diz que “a fuga é um paliativo que não gera a cura definitiva. A fuga de Elias representava mais do que se esconder dos problemas, ele estava desistindo de si mesmo, revelando a outra face do seu ministério, o coração cansado e uma alma fragilizada pelas circunstâncias.
  Elias estava vivendo sob um grande impacto da crise, a sobra das ameaças de jezabel, o caminho da solidão o peso do deserto, sinais que muitas vezes paralisam a fé e a ação do profeta. Às vezes digo nos lugares que prego que “viver na sombra da própria vida é desistir de si mesmo” Elias estava vivendo sobre a sombra da vida que outrora ele vivia, por isso se sentiu fragilizado diante das tribulações.
   Em meio a todas estas circunstâncias do desespero de Elias, percebemos algumas das atitudes do profeta que destacamos:
1.      A fuga para o deserto- O desejo pela solidão mesmo depois de uma triunfante vitória, pois Elias tinha acabado de vencer os profetas de Baal quando decide andar a caminho do deserto.
2.      O ânimo fragilizado- A alma de Elias, o coração, os sentimentos estavam abalados em meio as ameaças, e a situação que o profeta se encontrava.
3.      A alma que desejou a morte- Elias não poderia morrer ali, do mesmo jeito que voe não pode ficar onde está. Existe mais de Deus vindo em nossa direção.
4.      O sono, a personificação do cansaço- O sofrimento era tão evidente na vida de Elias que o seu corpo cansado já não suportava mais o fardo angustiante. Elias dormiu, talvez, na tentativa da não mais se deparar com a extrema dor que ele estava vivendo.
   Em alguns instantes de nossas vidas nos sentimos tão desanimados, assim, como Elias. Mas em tais circunstâncias o Senhor sempre intervém e nos faz descansar em sua presença. Reflexos da ação de Deus que se move entre o providencial e o necessário:
1.      Houve um toque na vida de Elias- O despertar do homem para enxergar a ação de Deus.
2.      O pão e a água- Enquanto o profeta imaginava que ali seria o seu fim, pois ele pedira a morte, Deus tinha um plano diferente. Sustentação a pão e água fala sobre os elementos simples que o corpo precisa para se manter forte/ Pão e água “é aceitar o simples sabendo que este te torna forte para o caminho que está adiante”.
3.      A visão do caminho- Enquanto o corpo de Elias voltou à mergulhar no sono, depois de ter se alimentado, o senhor Deus o desperta e diz é longo o teu caminho, é grande a tua vitória, sou EU que te sustento e que te faço forte.
Conclusão
  O profeta, assim, compreendeu no mais íntimo de sua alma que precisava descansar em Deus, levantar, olhar para frente e andar em direção ao alvo. Não podemos dizer que as crises são irrelevantes, mais podemos afirmar que Deus sempre nos movimenta ao caminho de excelência preparado por ELE. As crises são necessárias, porém a presença de Deus é o que realmente faz a diferença. 



*Baseado no livro do Pr. Wendell de carvalho A alma do profeta: o dia em que Elias desejou morrer.

domingo, 18 de setembro de 2011

Prosseguindo para o alvo


Prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Flp 3.14


  O alvo definido por Deus através da nossas vidas, pois como diz o salmo 127.3 que somos flechas na mão do valente, tem se tornado cada vez mais claro, pela luz que clareia nossos olhos e encadeia nossos orações, Jesus Cristo. Este alvo, essa missão de levar seja aonde for  a palavra do nosso Deus, semeando em solos férteis tem florescido o nosso ministério, gerando, assim, os primeiros frutos dessa íntegra caminhada que nossos pés começaram a percorrer. Dabh'ar é a palavra em ação contínua, movimento que não para, palavra que gera e que solidifica frutos.
  Esta imagem acima personifica a alegria de um povo que decidiu no seu coração amar ao Senhor incondicionalmente, alegria que não acaba, e nem ao menos diminui ao se deparar com as tribulações que o mundo, em muitos instantes, nos oferece. A missão que ontem começou difícil, hoje está impossível, mais amanhã com certeza decolará, na velocidade e na precisão de flechas lançadas pelo Valente, o nosso Deus e Pai celestial.
  Somos a flecha direcionada ao alvo, direcionadas a conquistas, tendo a certeza, em todos os dias, que passaremos pelos obstáculos e chegaremos, sim, no lugar de excelência que o Senhor nos tem reservado. O alvo (missão palmeira) fruto de uma tentativa arriscada, pelos percalços ideológicos, e pela religiosidade que enfrentamos nessa região, ganhou força com o projeto Água viva para o sertão, e se consolidará nos próximos dias, pois já estamos ouvindo o barulho das muitas águas, chuvas de benção que virá sobre a nossa terra. Se este povo estende suas mãos em direção aos céus, é porque confiamos que Deus está nos abençoando

Eugenio Serlam