quinta-feira, 21 de julho de 2011

Princípios fundamentais de uma amizade


“Ama o amigo em todo tempo; e na angústia ele se faz irmão” – Provérbios 17:17

  A palavra amigo oriunda do hebraico (re’a) possui o significado de companheiro, vizinho, camarada; uma pessoa íntima. Este substantivo ocorre aproximadamente 180 vezes e sua raiz é o verbo ra’ah que significa “ser um amigo de”.
  Quando falamos sobre a importância de se ter amigos, de se relacionar com outro, disponibilizando ao próximo o nosso amor, estamos em busca da prática dos mandamentos, Salmo 119:35 diz: “Faze-me andar na verdade dos teus mandamentos, porque nela tenho prazer”. É lei, mandamento, oferecer ao outro nosso amor, companheirismo, ânimo, entre outras qualidades e princípios que podemos oferecer. O texto de provérbios 17:17 nos conduz a exercer três verdades fundamentais para uma amizade saudável, vejamos:
O amor-  Não é um simples gostar, um carinho, ou uma afinidade que pode solidificar uma amizade, mas, sim, a maneira que amamos, o amor que oferecemos àquele que está em aliança conosco. Na amizade entre Jesus e João o mestre oferece o lugar onde pulsa o amor para que o discípulo descansasse em meio a uma situação complexa, o momento onde o traidor seria manifesto. O amor que solidifica uma amizade não está em busca do conhecimento das fragilidades do outro, nem ao menos a revelação dos nossos defeitos, mas este amor busca dar suporte ao sentimento puro que se estabelece com o tempo em que convivemos com o outro.
O tempo-  Não só fundamenta a amizade, mas ,também, a transforma, é como se a mão do oleiro (Jr. 18) estivesse aperfeiçoando o vaso que clamava para estar pronto, vaso este denominado amizade. O tempo que devemos amar é todo tempo, todos os instantes refletindo o amor incondicional que Deus nos ensina a manifestar. Jesus disse: não vos chamo de servos, mas sim de amigos (Jo. 15:15a)  o chamado de Jesus é o chamado do PAI, a efetivação da amizade que encontramos no próprio Deus, manifestado através de seu filho. A missão do amigo é amar em todo tempo, é absorver em si e refletir sobre o outro os ensinamentos de Eclesiastes 3. O tempo revela situações, traz dificuldades, produz sentimentos, e diante destas certezas é que a amizade deve ser aprimorada. Jonatas ofereceu a Davi a sua armadura por completa, e naquele instante Jonatas estava dizendo eu abro mão do trono por sua causa meu amigo. “Oferecer ao outro aquilo que temos de mais precioso nos aproxima do significado do sacrifício de Cristo”. Davi e Jonatas sabiam da profundidade daquela ação nos céus e na terra, o impacto produzido por aquele ato transformava a visão, a dimensão e o limite do que entendemos como uma verdadeira amizade.
Os frutos-  Uma amizade é como um campo fértil que precisa de sementes, pois somente o solo por si só não gerará os frutos, a terra precisa de sementes, assim como a amizade precisa de atitudes geradoras. A palavra que gera, transforma-se na ação que semeamos, no fruto que provamos. O amor oferecido ao amigo em todo o tempo gerou no outro a qualidade de irmão. De alguém que estaria ligado, agora, por laços mais profundos, numa dimensão mais intensa, assim, foi gerado um motivo maior pela qual podemos dizer ao mundo: EU TENHO AMIGO. Esta condição de colhermos frutos dentro de uma amizade não deve ser vista como ponto de acomodação, mas, sim, como ponto de multiplicação, de alargamento de quem somos, daquilo que possuímos, e com quem compartilhamos.


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