sábado, 15 de outubro de 2011

Chuva no sertão; Sinônimo de bênçãos para um povo


"E vós filhos de sião, regozijai-vos e alegrai-vos no Senhor, vosso Deus, porque ELE vos dará ensinador de justiça e fará descer a chuva, a temporã e a serôdia, no primeiro mês. E as eiras se encherão de trigo, e os lagares tranbordarão de mosto e óleo". Joel 2.23-24

    
  O que seria da terra se não fossem as chuvas que descem dos céus para regar, preparar para o plantio, trazer sustentação às fazendas, gerando, assim, o fruto da terra, o que seria do homem sem as chuvas que molham a terra seca do seu coração? As chuvas iniciaram em nossa terra, já podemos perceber que os brotos (plantinhas) de milagres já começaram a surgir de uma terra que ontem estava seca, aparentando pobreza, escassez, e por muitos instantes até a morte.
  No sertão já se pode ouvir o barulho das águas a correrem pela terra, a tocar em nossos telhados, certeza que gera em nossos corações a convicção de que Deus está derramando sobre o seu povo da chuva temporã que vem no tempo certo a preparar a terra, anunciando, assim, a chuva serôdia que vem tardiamente, as últimas chuvas, movimento que comprova a fidelidade do Senhor. Que as águas de Deus possam alcançar os homens e as mulheres, todo este povo que precisa realmente de milagres. E como diz a canção: “deixa a água descer, deixa a chuva molhar e encharcar esta terra seca”.
  Quando o profeta Joel escreveu sobre a chuva serôdia e a temporã, Judá vivia uma época de devastação, uma grande praga tinha aniquilado toda a vegetação, pastagens, e por causa disso as perdas foram incalculáveis para aquele povo. A fome, escassez e seca pro toda a parte, este era o cenário de Judá, retrato parecido com o sertão. Mais quando o profeta convoca o povo ao arrependimento, ao choro e à humilhação o Senhor houve, e começa a transformar as ruínas em lugares de prosperidade.
  
  Ao cair à chuva temporã e a chuva serôdia sobre Judá tudo seria restituído em justa medida, um novo tempo presente sobre aquele povo, sobre toda uma geração, a produzir tudo aquilo que o povo necessitava “Vos envio trigo, o mosto e o azeite e dele sereis fartos” (Joel 2.19). Produtos gerados pela chuva de Deus.
  Hoje o sertão que era da idolatria, está sendo transformado no lugar da adoração, por isso percebemos o barulho da chuva, o soprar do vento, a direção de Deus em tudo aquilo que fazemos, pedimos ou pensamos. 
  Choramos, pedimos e estamos levando o povo ao arrependimento, esta é a geração que Deus desejou que fizéssemos parte, a geração resposta, filhos da promessa, homens compromissados em lançar as sementes, esperando dos céus o movimento das águas, que caiam, então, dos céus CHUVAS DE BENÇÃOS SOBRE NÓS.


Eugenio Serlam

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