segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Entendendo as propriedades da paternidade de Deus

“Quando Israel era menino, eu o amei, e do Egito chamei a meu filho”  Os 11.1

   Quando o profeta Oséias (salvação, libertação) relata a ação de Deus e o seu pleno amor para com seu povo, surge um clímax incessante, que às vezes só enxergamos na relação pai e filho. Dentro deste momento o profeta revela, também, as propriedades do amor de um pai que flui em todos os sentidos em direção ao filho amado.
   O amor do pai a Israel, ainda menino, se revela no deserto, no lugar do conflito, no lugar da provação. Este paradoxo do amor do pai ao filho que brota no deserto frutifica em José (o filho que vem do Egito) raízes de Efraim, nomenclatura usada pelo profeta para definir Israel. José é o homem que nasceu de Jacó, que veio de Isaque filho de Abraão, interessante é que no amor paternal de Abraão a Isaque surge a primeira menção de amor na Bíblia (Gn 22.2). O amor paternal de Deus é o amor de Abraão (Pai de multidões) a Isaque (meu riso), daí podemos perceber os reflexos do amor de Deus o Pai que nos tem como sua alegria.
   O amor que nasceu no deserto nas raízes de Abraão, se consolida em Betel com Jacó e frutifica em José, um ramo frutífero (Gn 49.22). Quando a igreja apresenta Deus como Deus o homem é criatura, mais quando apresentamos Deus como Pai, o homem se torna filho, por isso Jesus apresentou Deus como Pai, ao contrário dos religiosos, revelando, assim, o Dna da aliança, que flui diretamente do Senhor. A imagem e semelhança de Gn 1.26 é a confirmação da identidade que possuímos junto ao Pai.
    Israel representada neste contexto por Efraim é o povo rebelde, filho da dor, da distância (VS.2), mais Deus é o Pai que espera ansiosamente pela volta do Filho (Lc. 15;11-32). Efraim representa os filhos que não conhecem seu PAI, os filhos que carregam o fardo da maldição dos antepassados, embora o seu significado seja fruto em dobro (Gn41.52). Quantas pessoas talvez estejam como Efraim, não frutificando, por causa das influências dos traumas, rejeição, rebeldia, orfandade.
Propriedades da Paternidade de Deus  
1.      O amor incondicional: “Eu o amei” (VS.1a). Aliança que não procura condições para amar, é no amor incondicional do pai que surge a semelhança nas ações do Filho, Jesus disse “EU e o PAI somo um”. O DNA da aliança (Lc; 15.20)
2.      O chamado para adoção: “Do Egito chamei meu filho” (vs1). O reconhecimento de Deus como Pai, ao mesmo tempo em que ELE nos reconhece como filhos (Jo; 1.12) Filhos que nasceram da vontade do pai, e que vivem realmente como filhos. (Jr; 1.5) Antes do teu nascimento já te conhecia e te chamava pelo teu nome.
3.      O ensino para a excelência: “Toda via eu ensinei a andar Efraim” (VS.3). É o caminho da verdade, da lei, o caminho onde o pai instrui o filho, pelas veredas do entendimento. Sl; 119.35 diz: “faze-me andar na verdade dos teus mandamentos/ Sl; 119. 33 “ ensina-me ò senhor o caminho dos teus estatutos”. O ensino do Pai ao filho que precisa conhecer o caminho por onde deseja ir.
4.      O desejo por estar junto: “Atrai-os com cordas de amor” (VS.4). O senhor atrai Efraim para perto de si com cordas humanas, com cordas de amor. A primeira aponta para expressão da força, cordas humanas é a vara do Salmo 23, já a segunda é o cajado, cordas de amor a expressão incondicional do Bom Pastor e eterno PAI. 

Conclusão
    Precisamos viver intensamente a aliança que o Senhor nos proporcionou, o chamado para conhecermos o Pai adiante da nossa realidade, a um passo de nossas almas, os braços do senhor estendidos a ponto de abraçar os filhos que verdadeiramente anseiam pelo PAI, Quando nós reconhecemos o Senhor como Pai, os motivos de fracassos, e as janelas das rejeições são canceladas, Efraim viveu outro momento de glória porque se reconciliou com o Deus e PAI celestial.

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